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Economia brasileira está em depressão e no fundo do poço, avaliam economistas


É possível que o PIB no primeiro trimestre seja negativo. Nesse caso, o país estará na antessala da recessão. Problema imediato é o desemprego, mas o foco do governo é nas ‘reformas’ .

A retração na produção industrial em 1,3% de fevereiro para março, e de 6,1% na comparação com março de 2018, segundo números do IBGE, já era um cenário esperado, levando-se em conta as políticas, ou não políticas, do governo Jair Bolsonaro (PSL), que completou quatro meses neste início de maio. “Havia esperança de recuperação com a PEC do teto de gastos, assim como aconteceu com a reforma trabalhista (ambas no governo Michel Temer). Agora, com o novo governo pró-mercado, a aposta era de que as reformas iam dinamizar a economia, mas isso mais uma vez se frustra, como em 2016, 2017 e 2018”, avalia Guilherme Mello, professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O Brasil está em depressão há quatro anos e nada indica a superação desse quadro. Na literatura de Economia, isso é chamado “histerese”: se o crescimento é muito abaixo do potencial durante muito tempo, isso afeta o potencial futuro de crescimento. “Os efeitos dessa depressão vão se refletir no futuro”, diz Mello. 

O clima de depressão, segundo ele, é análogo ao diagnóstico de depressão no sentido psicanalítico, quando a pessoa não tem vontade de viver, não quer sair da cama e não tem “vitalidade”. “As frustrações recorrentes apontam para um menor potencial de crescimento no futuro. As previsões de crescimento para 2020 também são baixas. E 2019 já é um ano que não foi.”

Não é apenas a indústria que está em crise. Nota da coluna Painel S.A. da Folha de S. Paulo desta sexta-feira (3) informa: “Ano já acabou para a construção civil”. “A estimativa é que o PIB do setor suba 1% a 2%, mas impulsionado pelo mercado informal, não pelas construtoras”, diz a nota.

João Sicsú, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), avalia que a economia brasileira está em estado de depressão há quatro anos, pelo menos. Ele usa outra imagem para ilustrar a situação da economia do país.

“Ela mergulhou no fundo  do poço e está lá, dando suspiros. Nesses suspiros, às vezes há sinais positivos, às vezes negativos. O saldo é que caminhamos no fundo do poço e estamos nessa situação. Desde o final de 2014, e em 2015 e 2016, mergulhamos no poço. E em 2017, 2018 e 2019, estamos dando suspiros dentro do fundo do poço.” Nos últimos quatro anos, o PIB brasileiro cresceu 0,50% em 2014, caiu em 2015 e 2016 (-3,55% e -3,31%, respectivamente) e subiu 1,12% em 2018.

Sicsú  aponta que Bolsonaro foi eleito com a expectativa de melhoria econômica, mas não tem apresentado nenhum programa de retomada do crescimento e redução do desemprego, e seu foco econômico são as “reformas estruturais”, com destaque para a da Previdência, a mais importante para o mercado, e as privatizações.

“Independentemente de se concordar com elas, o fato é que não dão nenhum resultado imediato. Portanto, o governo não tem instrumento de combate à depressão”, diz Sicsú. “O problema imediato é o desemprego, que só pode ser reduzido com política de retomada de crescimento, que não é o foco do governo. O resultado é a continuidade do estado de depressão.”

O país não está em recessão (o que tecnicamente se caracteriza com queda do PIB por dois trimestres seguidos), mas está no limiar dela. No quarto trimestre de 2018, a vitória eleitoral do atual presidente não deu resultados esperados pelos otimistas, e o PIB teve crescimento praticamente zero (0,1%). Em 2018, o crescimento foi de apenas 1,1%.

Existe possibilidade de o PIB no primeiro trimestre de 2019 ser negativo, embora isso não seja certo. “Se for negativo, significa que estamos na antessala da recessão”, diz Mello. “Basta que o segundo trimestre confirme o viés negativo.” Na opinião do economista, se a greve geral for um sucesso, enfraquece muito a reforma da Previdência, o que afetaria o ânimo de mercado financeiro, poderia provocar aumento dos juros e algum impacto no câmbio.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o Bradesco e o Itaú Unibanco “pioraram suas análises em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre”. A projeção do Itaú para o período “saiu de baixa de 0,1% para retração de 0,2%”, diz a matéria do Estadão.


Por Antônio Cruz/Agência Brasil


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Detran.SP leiloa 520 veículos em Jales nesta quarta-feira (03/04)


O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) leiloa, na quarta-feira (3), 520 veículos removidos por infrações de trânsito em Jales. Desses, 62 têm direito a documentação e podem voltar a circular. O restante será destinado a reciclagem e desmanches credenciados.

O leilão será realizado online no site (www.borgesleiloes.com.br) a partir das 8h.

Pessoas físicas, a partir dos 18 anos, só podem adquirir os veículos com direito a documentação. O pagamento deve ser feito à vista. Após o arremate, os débitos são baixados e é necessário que o comprador efetue a transferência do veículo para o seu nome, emitindo um novo documento para o veículo.

Cabe salientar, contudo, que se o valor da venda não for suficiente para cobrir as dívidas, o antigo proprietário continuará responsável por quitá-las.

As fotos dos veículos estarão disponíveis no site do leiloeiro. O número de lotes a serem leiloados está sujeito a alterações, pois os proprietários podem regularizar a situação de seus veículos e retirá-los do pátio antes da realização do evento.

Visita ao pátio – Os interessados no leilão podem fazer inspeção visual dos veículos no pátio nos dias 1 e 2, das 8h30 às 11h e das 13h às 16h30. O pátio fica na rua Silvio Alves Balbino, 485, Distrito Industrial Valentim Paulo.

Regras – Os leilões são realizados conforme determina a legislação federal. Os veículos removidos por infração às leis de trânsito, como, por exemplo, falta de licenciamento, podem ir a leilão caso não sejam retirados por seus proprietários em até 60 dias, exceto os que têm pendência judicial, de acordo com a lei federal 13.160, de 2015.

Antes de ir a leilão, porém, o dono do veículo é notificado e tem prazo para reaver o bem. A notificação é feita por meio de edital publicado no Diário Oficial do Estado e no portal do Detran.SP (www.detran.sp.gov.br). Passado o prazo legal e não havendo manifestação do responsável, o veículo é relacionado para leilão.

O Detran.SP é responsável apenas por veículos removidos pela Polícia Militar, em perímetro urbano, por infrações que competem ao Estado fiscalizar, como racha, manobra perigosa, falta de licenciamento, veículo sem placa ou com a placa ilegível.

Veículos removidos por estacionamento irregular, por exemplo, são de responsabilidade das prefeituras. Aqueles removidos em estradas são de responsabilidade dos órgãos que atuam em rodovias, como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Veículos removidos por envolvimento em crimes são de responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e aqueles com pendências judiciais competem ao Poder Judiciário.

Com informações de Assessoria de Imprensa


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Ministério do Trabalho em Jales será fechada em decisão do Governo Federal


Trabalhadores deverão buscar os serviços em Votuporanga. Governo alega questões econômicas para o fechamento.

A Agência Regional do Ministério do Trabalho em Jales será fechada em recente decisão tomada pelo Governo Federal, à decisão deverá ser confirmada nos próximos dias. Os cidadãos de Jales e região que precisam dos serviços prestados pelo órgão terão que se dirigir até a unidade de Votuporanga.

De acordo com informações a agência de Votuporanga atende atualmente 15 municípios, com as novas modificações será responsável por prestar serviços para 60 cidades. Que incluirá as regiões de Jales e Fernandópolis que ficarão sem as agências.

Segundo o Blog do Cardosinho, os agentes públicos de Jales somente tiveram conhecimento da decisão após a notícia ser divulgada em Votuporanga, quando o prefeito daquela cidade, João Dado (PDT) comemorar a manutenção da agência local.

Em Jales a Agência Regional do Ministério do Trabalho funciona atualmente em uma sala cedida pela Prefeitura Municipal no Centro Cultural Edílio Ridolfo (Teatro Municipal).

Fonte:  Rádio Assunção Jales /Blog do Cardosinho 


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Lote do PIS, de até R$ 998, é liberado para quem não tem conta na Caixa


Começa a ser pago hoje o nono e último lote do abono salarial do PIS/Pasep para quem trabalhou em 2017 e nasceu em maio e junho. O valor varia de R$ 84 a R$ 998, de acordo com o tempo trabalhado naquele ano.

Trabalhadores da iniciativa privada que têm conta na Caixa Econômica Federal recebem o dinheiro automaticamente hoje. A partir de quinta-feira (14), poderão sacar o dinheiro do PIS os trabalhadores que têm conta em outros bancos. Quem nasceu entre julho e abril já teve o saque liberado e continua podendo retirar o dinheiro.

 

Servidores públicos

Para os servidores públicos, será liberado na quinta-feira o pagamento para quem tem número de inscrição terminado em “8” e “9”.

Continua podendo sacar o dinheiro quem tem o número de inscrição no Pasep terminado entre “0” e “7”.

Prazo para todos termina em 28 de junho

O saque do abono salarial foi liberado aos poucos, conforme a data de nascimento (trabalhadores de empresas privadas) ou pelo número de inscrição no Pasep (servidores públicos). Os recursos do abono liberados ficarão disponíveis para saque até 28 de junho.

Quem perde o prazo de saque do abono salarial fica sem o dinheiro, que vai para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Porém, já houve casos de trabalhadores que conseguiram na Justiça o direito de receber o dinheiro após o fim do prazo.

Quem tem direito a sacar o abono?

  • quem trabalhou com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2017
  • ganhou, no máximo, dois salários mínimos, em média, por mês
  • está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos
  • é preciso que a empresa onde trabalhava tenha informado os dados corretamente ao governo

Como saber se tenho direito?

Para saber se tem direito ao abono salarial, é possível fazer a consulta das seguintes maneiras:

PIS (trabalhador de empresa privada):

  • no Aplicativo Caixa Trabalhador
  • no site da caixa (www.caixa.gov.br/PIS), clique em “Consultar pagamento”
  • pelo telefone de atendimento da Caixa: 0800 726 0207

Pasep (servidor público):

  • pelos telefones da central de atendimento do Banco do Brasil: 4004-0001 (capitais e regiões metropolitanas); 0800 729 0001 (demais cidades) e 0800 729 0088 (deficientes auditivos)
  • pelo telefone 158

Quanto é pago?

O valor pago é de até um salário mínimo (R$ 998 em 2019) e varia de acordo com o tempo que a pessoa trabalhou. Se ela trabalhou o ano todo, recebe um salário mínimo. Se trabalhou um mês, ganha proporcionalmente: 1/12 do salário mínimo.

Segundo o Ministério da Economia, os valores são arredondados para cima. Quem trabalhou por um mês, por exemplo, teria direito a R$ 83,17 de abono. Com o arredondamento, o trabalhador recebe R$ 84.

Onde é feito o saque?

  • Funcionários de empresa privada, com Cartão Cidadão e senha cadastrada: o saque pode ser feito em caixas eletrônicos da Caixa ou em lotéricas
  • Não tem o Cartão Cidadão? O saque é feito em uma agência da Caixa, com documento de identificação
  • É correntista individual da Caixa? O abono será depositado diretamente na conta, caso haja saldo acima de R$ 1 e movimentação
  • É servidor público? O saque é feito nas agências do Banco do Brasil, com documento de identificação. Servidores correntistas do banco recebem o dinheiro diretamente na conta. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone do BB: 0800 729 0001.

Informações do site UOL