Como assim, não haverá coletiva? - Demissão de Voyvoda no Santos!
No futebol, onde se cobra tanto caráter, liderança e responsabilidade dentro de campo, é inaceitável que fora dele a postura seja marcada pela ausência e pela covardia.
- Em: Esporte
No futebol, onde se cobra tanto caráter, liderança e responsabilidade dentro de campo, é inaceitável que fora dele a postura seja marcada pela ausência e pela covardia.
A demissão de um treinador por meio de um simples anúncio — frio, impessoal e sem qualquer representante da diretoria para assumir a decisão — expõe mais do que uma mudança técnica: revela uma profunda falta de respeito institucional.
O futebol é feito de pessoas. Profissionais que dedicam tempo, estudo, estratégia e, muitas vezes, colocam sua reputação em jogo por um projeto. Encerrar esse ciclo sem sequer olhar nos olhos, sem uma coletiva, sem uma explicação pública minimamente digna, não é apenas uma falha de gestão — é uma demonstração clara de falta de coragem e de hombridade.
Dirigentes são tão responsáveis quanto jogadores e comissão técnica pelos resultados dentro de campo. Quando se escondem atrás de notas oficiais, evitam o desgaste, mas também abrem mão da liderança que o cargo exige.
No fim, atitudes como essa deixam uma mensagem perigosa: a de que assumir decisões difíceis pode ser opcional. No futebol sério, não é.
Porque mais do que vencer ou perder, o que sustenta qualquer instituição é a forma como ela se posiciona nos momentos decisivos. E nisso, infelizmente, houve um silêncio que grita. Na verdade, o silêncio vem a muito tempo, que se torna ensurdecedor!
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