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Vacinação de crianças é fundamental para controle da pandemia, defendem cientistas


Apesar da urgência, imunização ainda não tem data para começar. Posição do governo Bolsonaro preocupa a comunidade de especialistas principalmente diante da chegada da ômicron. “Temos que iniciar o mais rápido possível”, alerta Mellanie Fontes-Dutra.

São Paulo – Autorizada nesta quinta-feira (16) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a imunização de crianças de 5 a 11 anos contra a covid-19 com a vacina da Pfizer segue sem data para começar. O governo de Jair Bolsonaro não adiantou a compra dos imunizantes específicos para essa faixa etária e nem iniciou as negociações com a farmacêutica. E vem dando indícios que deve protelar a decisão o máximo possível.

Ainda ontem, o presidente da República afirmou que gostaria de divulgar a identidades dos servidores da Anvisa que participaram do processo de análise. Nesta sexta-feira (17), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou ao canal CNN que pretende abrir uma audiência pública para consultar a sociedade sobre a vacinação infantil. A postura do governo, contudo, preocupa a comunidade científica, principalmente diante da variante ômicron. A avaliação é que o governo possa estar colocando essa população em risco e retardando o controle da pandemia no Brasil.

“Fico bastante preocupada com uma situação assim pois a gente poderia já ter avançado bastante nas negociações e nos contratos. Especialmente pensando agora na chegada da ômicron no país. É muito importante que a gente imunize o mais rápido possível a maior porcentagem da população alvo”, destaca a coordenadora da Rede Análise Covid-19, Mellanie Fontes-Dutra. “Que possa haver uma articulação rápida entre o Ministério da Saúde e a Pfizer para o envio dessas doses. Temos que iniciar o mais rápido possível essa vacinação tão necessária para o enfrentamento (da pandemia) e proteção desse público pediátrico”. 

A covid em crianças 

Segundo os técnicos, a vacina da Pfizer apresentou eficácia superior a 90% em crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, com apenas um terço da dose utilizada em adultos. Os dados são relativos à imunização de 2.268 crianças que receberam duas doses da vacina ou placebo, com três semanas de intervalo. Como a formulação é diferente, deverá ser elaborada uma orientação específica para a vacinação de crianças e a Pfizer vai produzir embalagens diferentes das que identificam o imunizante utilizado em adultos. As sociedades brasileiras de Infectologia, de Imunologia, de Pediatria, de Imunizações e de Pneumologia e Tisiologia apresentaram pareceres técnicos apoiando a aprovação. 

Em um vídeo exibido durante a reunião da Anvisa, o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, destacou o alto risco que as crianças correm com a doença causada pelo coronavírus. “Só a covid-19 nessa população de crianças e adolescentes mata mais do que todas as doenças do calendário infantil somadas anualmente. Outros fatores para colaborar essa recomendação (da vacina) é o risco de Síndrome Inflamatória Multissistêmica, o risco de covid longa, de hospitalizações e toda a carga da doença que não é negligenciável na população pediátrica, especialmente entre crianças de 5 a 11 anos”, advertiu Kfouri.

Em 22 meses de pandemia, cerca de 2.500 crianças morreram devido a complicações da covid-19. Doenças tipicamente infantis como coqueluche, diarréia, sarampo, gripe e meningite, somadas, causam, em média, 1.500 mortes de crianças por ano. 

Vacinação é segura 

A epidemiologista e professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Ethel Maciel, destaca que a vacinação das crianças é fundamental para o controle da pandemia e para garantir uma volta às aulas segura em 2022. “Nós sabemos que a educação sofreu impactos grandes e ter nesse momento a aprovação para que essa faixa etária também seja incluída nos grupos prioritários da vacinação é muito importante para ampliar a cobertura vacinal e auxiliar o país a conseguir uma diminuição da transmissão (do vírus)”, pontua. “As crianças, mesmo tendo quadro da doença menos grave – ainda que o Brasil tenha tido muitas mortes pela covid –, alimentam essa cadeia de transmissão e infectam outras crianças, adultos, adolescentes, a sua família e isso vai mantendo o vírus circulando.” 

Ela destaca ainda que a vacinação de milhões de crianças nos Estados Unidos comprova que o imunizante é seguro. E reforça que a vacinação nesse grupo provocou menos casos de reações adversas do que os registrados em adultos. “São mais de 5 milhões de crianças que já receberam a vacina sem efeitos adversos graves”, frisa. 


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Santa Casa de Jales informa desativação dos leitos de enfermaria e UTI para Covid-19


A Santa Casa de Misericórdia de Jales informou que a partir da próxima segunda-feira, 20 de dezembro, os leitos da Unidade de Síndromes Gripais, tanto em enfermaria quanto em UTI – Unidade de Terapia Intensiva, serão desativados.

A unidade publicou nas redes sociais a nota abaixo, e explicou que a desativação segue uma decisão do Gestar Estadual. O Departamento Regional de Saúde, DRS, também está determinando a desativação de outras unidades na região, como Fernandópolis.

Em tempo, se algum paciente infectado com o coronavírus evoluir para o quadro mais grave da doença e precisar de internação, a tendência é que seja providenciada toda a logísticas de transferência para São José do Rio Preto.

Nos bastidores, a informação causou preocupação, tendo em vista a projeção de que após o réveillon e o carnaval os casos de Covid-19 podem aumentar e a única referência de atendimento passará a estar disponível a quilômetros de distância.

Fonte: FocoNews


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Vereadores se reúnem com Secretária de Saúde para discutir necessidades de Unidades Básicas


Os vereadores Hilton Marques (PT) e Carol Amador (MDB) se reuniram na última terça-feira (07), junto a Secretária de Saúde Nilva Gomes Rodrigues de Souza, para apresentar um relatório de visitas produzido pelos dois vereadores com base nas visitas realizadas em todas as Unidades Básicas de Saúde do município. 

As visitas foram realizadas durante o ano, em todos bairros da cidade, acompanhando de perto a realidade de cada uma delas, bem como as necessidades existentes, nas áreas internas e externas, principalmente em relação a infraestrutura.  

Durante as visitas os vereadores identificaram a necessidade de reformas internas e externas em várias unidades, sendo alguns prédios muito antigos e outros novos que já apresentam problemas também como umidades e rachaduras. 

 A Vereadora Carol Amador destacou que as visitas visavam justamente conhecer de mais próximo a realidade de cada unidade, seja na infraestrutura e também na dinâmica de funcionamento das unidades, justamente aprofundando o diálogo com os servidores que estão nas unidades.  

O Vereador Hilton Marques enfatizou que é de grande importância realizar estas visitas, pois justamente através delas, identificaram também a necessidade de no mínimo haver a construção de duas novas unidades de saúde, uma no Jardim Oiti e outra em torno do Jardim São Gabriel, para que possa dividir a população que é atendida hoje na Unidade Básica de Saúde – Dr. Shiguero Kitayama que atende uma grande população e desta forma, e diminua a fila dando mais agilidade para a população nestes setores da cidade. 

Ambos vereadores destacaram a importância destas visitas e do diálogo com a Secretária de Saúde, pois é uma forma de contribuir com a administração da cidade. Sendo assim foi feito o protocolo com o resultado destas visitas, deixado registrado o nosso ponto de vista sobre cada uma destas unidades naquele momento.

Alguns registros fotográficos realizados:

 


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Ministério da Saúde nega certificado de vacinação para quem tomou 2ª dose diferente da 1ª


Fonte da matéria Diário da Região: 

Pessoas que receberam imunização heteróloga contra a covid-19, ou seja, doses de marcas diferentes, têm relatado dificuldade para emitir o certificado de vacinação no ConecteSUS, aplicativo do Ministério da Saúde. Embora o protocolo federal preveja essa mistura de imunizantes, a pasta admite não fornecer o certificado para quem tomou doses de marcas distintas. O governo não explica o motivo da decisão.

Além de possibilitar viagens ao exterior, comprovar a vacinação tem se tornado rotina nas cidades brasileiras, que adotam diferentes modelos de passaporte sanitário. Ao menos 249 municípios criaram regras do tipo, recorrendo também ao certificado do ConecteSUS.

O documento teria de ser oferecido para quem recebeu AstraZeneca e Pfizer, já que a prática é recomendada por especialistas e está prevista em norma federal.

Mas não é isso que ocorre. Em nota, a pasta informou que o certificado do ConecteSUS é dado para quem concluiu o esquema vacinal com duas doses ou dose única. No entanto, completou que “para quem concluiu o esquema vacinal com doses de vacinas diferentes (intercambialidade das vacinas covid-19) não é permitido a emissão do certificado de vacinação” pelo aplicativo.

“Recebi a vacina heteróloga no Rio. Ambas as doses já estão corretamente lançadas no ConecteSUS, mas só a carteira de vacinação é emitida. O certificado de vacinação, aquele que tem tradução para inglês e espanhol, não aparece disponível”, explica a economista Katia Freitas, de 42 anos.

Ela foi vacinada com a 1.ª dose de AstraZeneca e a 2.ª da Pfizer. Essa combinação tem sido adotada em várias regiões do País por diante do baixo estoque de AstraZeneca.

“Estou um pouco preocupada com isso, pois tenho viagem internacional marcada para os próximos meses e sem o certificado em inglês não sei como comprovar a vacinação no país de destino, que não aceita documentos em português”, acrescenta Katia. Para tentar resolver, abriu um chamado no próprio app, mas não teve resposta.

O caso é similar ao da jornalista Marilia Fonseca, de 58 anos, que diz ter aberto reclamação na ouvidoria do SUS. Mais de dois meses após tomar a 2.ª dose da Pfizer no Rio, ainda não teve o problema resolvido.

“Não consigo emitir o certificado de vacinação no aplicativo, nem mesmo na página do ConecteSUS, simplesmente porque essa funcionalidade não está disponível para mim. Mesmo tendo as duas doses registradas”, relata a jornalista, que está agora em Amsterdã.

“Só não tive problema por não portar certificado em inglês porque na véspera da viagem, dia 29, a França divulgou uma funcionalidade de emissão de passaporte da União Europeia”, conta Marilia.

Apreensão

Em abril de 2020, a gestora ambiental Aline Duarte, de 44 anos, estava prestes a viajar para a França para comemorar os 20 anos de casamento, mas adiou os planos por causa da pandemia. A viagem foi reagendada para 20 de outubro deste ano. Agora, mesmo tendo recebido vacinação heteróloga, Aline e o marido enfrentam novo problema: comprovar que estão completamente vacinados.

As segundas doses do casal, da Pfizer, não constam no ConecteSUS – foram aplicadas em 15 de setembro. “Como a Astrazeneca estava em falta no Rio, eu sabia da possibilidade de só ter a Pfizer. Pesquisei bem para ver se haveria restrições no exterior, mas percebi que muitos países europeus estavam adotando a intercambialidade.”