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PT de Jales, aponta pré-candidatura de Especiato para Prefeito


O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Jales realizou no dia 23 de janeiro, a reunião de formalização do novo diretório local que irá tocar o partido em Jales até o ano de 2023, que já tem sua nova direção registrada e regularizada diante da justiça eleitoral.

A eleição que definiu Hilton Marques como presidente do PT de Jales aconteceu no ano passado, eleição esta, que também votou na chapa eleita composta por filiados que estarão assumindo agora junto ao presidente a função de organização do partido e preparação para as eleições deste ano de 2020 e também para 2022.

 
O Partido dos Trabalhadores de Jales vem para as eleições deste ano com a pré-candidatura do Diretor de escola e Professor Luís Especiato e também com chapa de candidatas e candidatos a vereador.

 
Especiato já foi vereador por 04 mandatos na cidade, tem uma grande experiência dentro do legislativo e também no trato do executivo, já que o PT foi governo na cidade. Em diversos momentos Especiato como líder de governo, liderava e mediava diversos assuntos relacionados a gestão do governo.

 
“Com transito livre com muitas lideranças políticas dentro de nosso partido, Especiato está preparado a muito tempo para contribuir com a cidade, o Partido dos Trabalhadores de Jales não quer assistir a combinação de uma candidatura única a prefeito novamente na cidade, isso foi muito ruim para todos, principalmente para a cidade e este é um cenário totalmente possível em nossa cidade novamente, podemos estar assistindo mais uma vez a combinação de lideranças políticas maiores no estado querendo decidir por nossos eleitores da cidade, temos que ter muito cuidado, pois isso não é bom para ninguém a não ser deputados estaduais de olho nos votos dos jalesenses” disse Hilton Marques presidente do PT de Jales. 


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Apoio à democracia é menor entre os menos escolarizados


São Paulo – A democracia perdeu espaço no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro. Pesquisa Datafolha divulgada hoje (1º) mostra que 62% dos entrevistados considera que a democracia é sempre melhor que qualquer outra forma de governo. O percentual é menor que o do levantamento anterior, feito em 5 de outubro de 2018, semana do primeiro turno das eleições. Na ocasião, o apoio era de 69%.

democracia é sempre melhor para 85% dos entrevistados com nível superior e para 81% dos que têm renda familiar mensal superior a dez salários mínimos. O índice é de 48% entre os que cursaram apenas o ensino fundamental e para 53% dos que ganham até dois salários mínimos.

O apoio ao regime democrático é menor também entre os que perderam seu emprego e já nem procuram mais recolocação: 42%. Em compensação, 80% dos apoiadores está entre o funcionalismo público. A categoria está na mira de políticas do governo Bolsonaro.

A pesquisa revela também aumento no índice de indiferença quanto à forma de governo. Para 22% dos entrevistados, tanto faz se o governo respeita a democracia ou se é uma ditadura. Na pesquisa anterior era 13%. A ditadura “em certas circunstâncias” ainda é apoiada por 12%  dos entrevistados.

Democracia X Bolsonaro

Entre os entrevistados que consideram Jair Bolsonaro como ótimo/bom, 61% entende que a democracia é sempre a melhor forma de governo. O índice aumenta entre os descontentes: 63% entre aqueles que avaliam como regular, e 62% entre quem o avalia como ruim/péssimo.

Os entrevistadores perguntaram se há alguma chance de uma nova ditadura no Brasil. Para 49% dos entrevistados, não há nenhuma chance de uma nova ditadura no Brasil – índice maior que os 42% da pesquisa anterior. Para 46%, há sim essa possibilidade, sendo que 21%  considera a chance alta, 25% fala em alguma chance. Não souberam responder 5%.

No levantamento de 2018, 31% dizia haver muita chance e 19% considerava pouca a chance de uma nova ditadura. Dos participantes, 8% não soube responder.

O legado da ditadura civil-militar que vigorou de 1964 a 1985 também foi abordado na pesquisa. Opinião de que o legado é negativo vem crescendo desde 2014, segundo o Datafolha. Eram 46% naquele ano, passando para 51% em 2018 e 59% em 2020. O dado mostra um descompasso entre a população e o presidente, que exalta a ditadura e, principalmente, torturadores e a tortura.

O instituto ouviu 2.948 pessoas nos dias 5 e 6 de dezembro, em 176 municípios de todo o país. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


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Bolsonaro mente ao dizer que salário mínimo subiu


Redação do Sul 21 – O presidente Jair Bolsonaro mentiu nesta quinta-feira (2) ao dizer que o aumento do salário mínimo para 2020 foi “acima do que seria se a lei do PT estivesse em vigor”. A lei orçamentária para este ano aprovada pelo Congresso em dezembro previa que o mínimo deveria ser de R$ 1.031, reajuste de 3,3%. No entanto, como o Índice Nacional do Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 4,1%, o governo estabeleceu um reajuste R$ 8 maior, para R$ 1.039.

Em breve conversa com a imprensa nesta quinta, Bolsonaro comentou a medida provisória (MP) que prevê o aumento do salário mínimo. “Eu queria que botassem R$ 10 mil por mês, mas tem de saber de onde vai vir o dinheiro”, disse o presidente. Segundo ele, o reajuste dado “foi acima do que seria se a lei do PT estivesse em vigor”.

No entanto, esta informação é falsa. A Lei nº 12.382, sancionada por Dilma Rousseff em 2011, estabelecia que, entre 2012 e 2015, o salário mínimo seria reajustado pelo índice de inflação do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes. Com isso, além dos 4,1% da inflação, o salário mínimo deveria ser acrescido de mais 1,3%, que foi o crescimento do PIB em 2018.

No Twitter, a presidenta nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, questionou a fala do presidente. “Não se iludam! Não teve aumento para o salário mínimo. O valor de $ 1.039,00 em 2020 considera expectativa de inflação de dezembro (preço da carne) e reposição de 2019, quando o reajuste ficou abaixo da inflação. Se a política do PT fosse mantida, o SM seria de $ 1.053,00”, escreveu a deputada.


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Guerra comercial entre Estados Unidos e China tem efeitos imprevisíveis para o Brasil


São Paulo – Não há maneira de se prever os efeitos para o Brasil da chamada “guerra comercial” entre Estados Unidos e China, que atemoriza o mundo desde 2018, quando o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas sobre produtos chineses. No mês passado, a situação ficou mais tensa, quando a China desvalorizou fortemente sua moeda, o yuan, e os EUA acusaram o gigante oriental de manipulação cambial.

No início de setembro, ambos os países impuseram novas tarifas extras sobre produtos um contra o outro. O governo chinês impôs a taxa de 5% aplicada sobre o petróleo dos EUA, que, por sua vez, passou a cobrar taxas de 15% sobre produtos importados da China, de fones de ouvido a calçados.

“Não há solução ou saída simples. Se essa guerra continuar, pode ser ruim para o Brasil. O risco maior é ela prejudicar o crescimento da China. As nossas exportações de commodities cairiam, para a China e também para os países que dependem do dinamismo chinês para crescer”, diz o economista e professor da Unicamp Guilherme Mello. “Do ponto de vista comercial, nosso problema é não perder mercados de nossas commodities.” No limite, uma crise global poderia ser desencadeada no processo.

Por outro lado, até mesmo a resolução da crise entre as duas superpotências pode prejudicar o Brasil. Por exemplo, se houver um acordo entre ambas que prejudique as exportações brasileiras e, portanto, os produtores de commodities no país. Há pressões norte-americanas para que a China compre soja dos EUA para beneficiar seus produtores.  A China é o principal importador de petróleo, minério de ferro e soja brasileiros.

Outro cenário seria, em decorrência da disputa sino-americana, os chineses diminuírem suas importações de soja dos Estados Unidos, o que beneficiaria o produtor brasileiro ao fortalecer a importação do produto pela China.

“A situação do Brasil é muito particular, porque ambos são grandes parceiros comerciais. Dependemos muito da exportação de commodities para a China. Já na questão financeira, dependemos muito dos Estados Unidos, porque nossas reservas são em dólar e há muitas empresas americanas no Brasil. E a atração de capitais financeiros (para o Brasil) ainda é a grande força dos norte-americanos”, observa Mello.

“Acontece que a questão financeira não necessariamente vai se reverter em crescimento e emprego aqui no país e, portanto, pode não resolver nossos problemas, que se relacionam a produção, crescimento e emprego”, acrescenta.

Mello observa que o termo “guerra comercial” é relativamente simplista. “Tem uma guerra comercial, mas também uma guerra mais importante, que é tecnológica, pelo domínio do padrão 5G (quinta Geração de internet móvel) e os impactos que isso vai ter na próxima onda de inovações.”

A balança comercial Brasil-China, de janeiro a agosto de 2019, é francamente favorável ao país. O Brasil exportou U$ 41,5 bilhões e importou 23,7 bilhões, com saldo favorável de R$ 17,8 bilhões.

Já com os Estados Unidos, a balança em 2019 é deficitária em R$ 352 milhões, com exportações de R$ 19,709 bilhões e importações de R$ 20,061 bilhões.

Alinhamento com Trump

Uma atitude prudente do Brasil seria adotar uma postura autônoma. Negociar com amplo leque de países buscando uma estratégia visando ao seu desenvolvimento. Mas aqui há problemas. Primeiro, a radicalização da guerra comercial e por hegemonia das superpotências americana e oriental, por si só, dificulta a adoção dessa postura. Em segundo lugar, o alinhamento radical do governo Jair Bolsonaro ao colega Donald Trump traz enormes riscos.

“Os Estados Unidos sob Trump têm exigido fidelidade dos parceiros, mas não oferece muito em troca. Não há ganhos claros ao Brasil nessa aliança com os  EUA”, destaca o economista da Unicamp.

O empresário Edouard Mekhalian, diretor geral da empresa Kuka Roboter do Brasil, subsidiária de uma empresa de origem alemã na área de robótica adquirida por um grupo chinês, também acredita que a “guerra comercial” China-EUA pode ter vários desdobramentos para o Brasil. Tudo depende da forma como o país se alinhe diante do cenário internacional.

Ele aponta que os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff foram abertos a negociações internacionais e não fecharam as portas para nenhum país. Pelo contrário,  diversificaram as relações internacionais. “De 2003 até 2015, passamos a ter relacionamentos mais fortes com muitos  países”, diz. “Mas esse novo governo virou o posicionamento na geopolítica e política externa em 180 graus, com uma postura agressiva demais.”